#005 – Maquiné

Hoblicua é nossa revista anual de literatura. Importante dizer que ela não é engessada no seu ano de lançamento. Todos os exemplares podem ser apreciados com a mesma força independente do ano de sua leitura. Neste quinto volume – intitulado maquiné – fizemos um especial com o poeta, romancista, dramaturgo, ensaísta, crítico de arte e literário Walmir Ayala. Os números anteriores abraçam a obra dos escritores Paulo Henriques Britto [#004]; Alberto da Costa e Silva [#003]; Ariano Suassuna [#002] e o primeiro número com vários autores.

Sobre o escritor:  Walmir Ayala tem uma obra extensa e muito significativa no cenário de nossa Literatura. Nascido em Porto Alegre, em 1933, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1955, logo após o lançamento de seu primeiro livro Face dispersa. E no Rio viveu até o seu falecimento, em 1991. Poeta de valor inestimável, foi também romancista, dramaturgo, ensaísta, crítico de arte e literário. Walmir era multifacetado. Aos 4 anos de idade, presenciou o assassinato de sua mãe, morta pelo seu pai, por motivo de adultério; e, aos 56, dois anos antes de sua morte, perdeu seu filho adotivo, Gustavo, que cometeu suicídio na casa de praia que possuía em Saquarema, no estado do Rio. O primeiro evento encontra-se na origem do seu primeiro romance, À beira do corpo (1964); o segundo motivou um dos seus mais belos e pungentes livros de poesia, A viagem, de publicação póstuma (2011), confirmando, assim, o que costumava dizer a propósito de a literatura lhe servir como opção à psicanálise. Dentre suas obras, podemos destacar Difícil é o reino (1962); Poemas da paixão (1967); A fuga do arcanjo (1976); Águas como espadas (1983).

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